FGTS libera R$ 8,4 bilhões: trabalhadores podem renegociar dívidas com Desenrola 2.0
Mais de 10 milhões de trabalhadores têm acesso a recursos para quitar pendências financeiras
No início da manhã desta segunda-feira, o governo federal disponibilizou aproximadamente R$ 8,4 bilhões para saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, que faz parte de uma iniciativa mais ampla de estímulo ao crédito e à economia familiar, visa atender a mais de 10,5 milhões de trabalhadores que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.
A liberação dos recursos está condicionada à opção pelo saque-aniversário, modalidade que permite o levantamento de valores de forma anual. O dinheiro será creditado automaticamente nas contas cadastradas pelos beneficiários no aplicativo do FGTS, conforme previsto na Medida Provisória nº 1.331, de 23 de dezembro de 2025.
O que muda para os trabalhadores? Em primeiro lugar, a possibilidade de usar parte do saldo do FGTS para renegociar dívidas por meio do programa Desenrola 2.0. O governo estima que cerca de R$ 30 bilhões serão destinados ao saque extraordinário, ampliando o alcance do apoio financeiro.
Para participar, o trabalhador deve ter renda de até cinco salários mínimos mensais (R$ 8.105). A regra é simples: o contribuinte pode utilizar 20% do saldo disponível na conta do FGTS, ou até R$ 1.000, o que for maior, para quitar ou reduzir o valor de dívidas junto a instituições financeiras. O valor não passa pelas mãos do usuário; a Caixa faz a transferência direta à credora após a homologação do contrato de renegociação.
Apesar da generosidade do pacote, os montantes vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário ainda permanecem bloqueados. Assim, esses valores não estarão disponíveis para pagamento de dívidas até que sejam liberados pelos bancos parceiros.
O programa foi criado em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Caixa Econômica Federal, buscando aliviar a pressão financeira sobre trabalhadores que enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio econômico. A expectativa é de que a medida estimule o consumo e reduza o número de inadimplências nas contas de crédito.
Para saber exatamente quanto pode ser usado, os beneficiários podem acessar o app do FGTS e conferir o saldo disponível. A instrução é clara: os valores creditados até o dia 25 de maio não aparecerão no saldo disponível, mas sim no histórico de transações.
Este é um passo importante no combate à crise de crédito e no fortalecimento da segurança financeira dos trabalhadores brasileiros. A medida demonstra a vontade do governo em apoiar a classe operária e garantir que recursos essenciais sejam usados de forma estratégica para reequilibrar as finanças pessoais.