Ampliação do Bolsa Família em 2012 reduz mortes e internações, aponta pesquisa

Impactos na saúde, segurança alimentar e mercado de trabalho são evidenciados

Um levantamento realizado em 2012 demonstrou que a ampliação do programa de transferência de renda trouxe benefícios significativos para os beneficiários.

Os dados apontam queda de 8% nas internações hospitalares entre os participantes e redução de 14% na taxa de mortalidade.

Além disso, a probabilidade de inserção no mercado de trabalho aumentou em 5%, especialmente entre mulheres que recebem o benefício.

Segundo especialistas, a integração do programa com políticas de saúde, educação e assistência social potencializa esses resultados.

A articulação com estados e municípios também é vista como essencial para garantir que os serviços públicos cheguem às famílias em situação de vulnerabilidade.

Na esfera da saúde, os efeitos são mais marcantes nas crianças pequenas e nos idosos, com diminuição de internações em ambas as faixas etárias.

Outro aspecto destacado é a melhoria na segurança alimentar, que contribui para a redução de crises de fome nas famílias beneficiárias.

As exigências de atualização de vacinação e frequência escolar ajudam a explicar a queda nas hospitalizações.

A percepção de que o benefício desestimularia a busca por emprego foi contestada; ao contrário, as mulheres mantêm maior permanência no mercado de trabalho.

Mesmo após conquistar ocupação, os participantes podem retornar ao programa por até 36 meses caso voltem a enfrentar vulnerabilidade.