Maranhão mantém liderança no número de beneficiários do Bolsa Família frente a empregos formais
Desafio socioeconômico persiste enquanto indicadores apontam tendência de redução
Os números recentes revelam que o estado registra cerca de um milhão de pessoas inscritas no programa de transferência de renda, ao passo que apenas 676 mil trabalham com carteira assinada.
A diferença entre os dois grupos ultrapassa meio milhão, colocando o Maranhão na primeira posição entre as unidades federativas que concentram o maior desequilíbrio entre atendidos e trabalhadores formais.
Na avaliação proporcional, são quase dois beneficiários para cada contrato registrado, índice que supera os demais estados.
O panorama se repete em outros polos do Norte e do Nordeste, onde Pará, Piauí e Bahia aparecem logo atrás no ranking.
Apesar do cenário atual, os relatórios indicam avanço em relação aos anos anteriores. Em julho de 2024, 12 estados possuíam mais cadastrados do que postos de trabalho formal; no início de 2023, eram 13.
Esse quadro tem se attenuado graças à chamada Regra de Proteção, implementada em 2023, que permite que famílias com renda superior mantenham metade do auxílio por até doze meses, desde que a renda per capita não ultrapasse R$ 706.
Dados oficiais apontam que, até julho deste ano, cerca de 2,7 milhões de famílias se enquadram nessa transição, includas as que conseguiram emprego formal e ainda recebem o benefício enquanto ajustam a renda.
Os estados que apresentam menor desequilíbrio são Santa Catarina e o Distrito Federal, onde a quantidade de contratos registrados supera amplamente o número de beneficiários.