Empate Técnico no Bolso: Cartões, Pix e Dinheiro Lideram Gastos no Brasil

Pesquisa revela que três métodos de pagamento estão empatados, mas dinheiro segue mais presente no dia a dia

Um levantamento inédito sobre hábitos de consumo no país mostra um cenário de equilíbrio inesperado entre as formas de pagamento mais utilizadas pelos brasileiros. Cartões de crédito e débito, Pix e dinheiro em espécie aparecem em um empate estatístico quando o assunto é o principal meio para concentrar os gastos mensais. A diferença entre eles está dentro da margem de erro, indicando que a escolha do consumidor está mais diversificada do que nunca.

Os números apontam que 34% dos entrevistados declararam os cartões como principal instrumento de compra, enquanto Pix e dinheiro registraram 31% cada. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os três métodos estão tecnicamente empatados na preferência para abrigar a maior parte do orçamento familiar. Essa divisão sugere uma transição nos hábitos, com a tecnologia e a tradição disputando espaço de igual para igual.

Apesar do empate na liderança para concentração de gastos, o dinheiro físico mantém uma vantagem clara no dia a dia da população. O levantamento identificou que 81% dos brasileiros com 18 anos ou mais utilizam cédulas e moedas com frequência. Em segundo lugar vêm os cartões, presentes na rotina de 76% dos entrevistados, seguidos de perto pelo Pix, usado por 75% da amostra. A proximidade desses percentuais reforça a ideia de um portfólio de pagamentos amplo e acessível.

A análise do comportamento revela que o brasileiro médio recorre a pelo menos três formas de pagamento diferentes no seu cotidiano. O cartão de crédito, em particular, se consolida como um item quase onipresente nesse mix, estando presente na carteira da grande maioria dos consumidores. Entre aqueles que optam pelo cartão como principal ferramenta, 36% afirmam concentrar nele a maior parte de seus desembolsos mensais, destacando sua importância no planejamento financeiro pessoal.

A pesquisa, que ouviu 1.908 pessoas em todas as regiões do país e de diferentes perfis econômicos, desenha um retrato de um mercado de pagamentos maduro e plural. A coexistência de métodos tão distintos – do mais analógico ao mais digital – indica que a infraestrutura financeira nacional oferece opções para todos os gostos e necessidades. A proximidade entre as taxas de uso de Pix e cartões, por exemplo, mostra como a inovação tecnológica rapidamente conquistou a confiança do público.

Esse cenário de múltiplas escolhas coloca o Brasil como um laboratório interessante para observar tendências globais. A alta penetração do Pix, lançado há pouco mais de dois anos, desafiando a hegemonia secular do dinheiro vivo e a trad