Governo alerta: famílias beneficiárias do Bolsa Família precisam atualizar Cadastro Único ou podem perder o benefício
Mudanças no sistema colocam CPF como identificador principal; prazo de recadastramento é de até 24 meses e ausência pode resultar em corte do auxílio
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome divulgou orientações importantes para quem recebe o Bolsa Família. A atualização dos dados no Cadastro Único, conhecido como CadÚnico, segue sendo obrigatória e o prazo máximo continua fixado em 24 meses a partir da última renovação. Além disso, sempre que houver qualquer alteração na composição ou na realidade da família, o recadastramento deve ser feito imediatamente.
De acordo com o ministério, as famílias que já estavam inscritas nos programas sociais não precisam preencher um formulário novo. Todos os dados foram transferidos automaticamente para a plataforma atualizada do governo federal. No entanto, é fundamental que os beneficiários verifiquem se as informações estão corretas e completas, evitando assim problemas com a continuidade do recebimento do benefício.
Uma das principais novidades do sistema reformulado é a adoção do Cadastro de Pessoa Física, o CPF, como principal identificador de cada membro da família. O Número de Identificação Social, o antigo NIS, ainda existe, mas perde o papel de referência principal. A partir de agora, o CPF será indispensável tanto para o primeiro cadastramento quanto para qualquer atualização posterior.
Para realizar o procedimento, é preciso comparecer a um dos pontos de atendimento com documentação pessoal. Entre os papéis necessários estão o próprio CPF, o Registro Geral, a certidão de nascimento e um comprovante de endereço atualizado. Famílias que moram em zonas rurais ou regiões de difícil acesso também serão atendidas por meio de mutirões realizados por equipes volantes equipadas com dispositivos portáteis.
Atenção especial deve ser dada ao prazo: o governo convoca as famílias para a atualização entre 18 e 24 meses após o último registro. Quem não comparecer ao CRAS ou a outro posto de atendimento dentro desse período pode ter o Bolsa Família bloqueado ou até mesmo cancelado. Portanto, é essencial ficar atento às notificações enviadas pelo Sistema Único de Assistência Social.
Outro ponto reforçado pelo órgão é que pessoas que vivem sozinhas também têm direito a realizar a inscrição ou a atualização. Nesses casos, o atendimento deve ser feito diretamente no domicílio do requerente, com a apresentação obrigatória de um documento oficial com foto.
O novo modelo do CadÚnico também trouxe ferramentas mais robustas para combater fraudes e irregularidades. A integração de bases de dados entre diferentes órgãos federais permite a identificação mais rápida de inconsistências cadastrais, tornando o sistema mais seguro e eficiente. O governo esclarece, ainda, que todo o processo é gratuito e que a população não deve contratar intermediários para realizar a atualização.
A orientação é clara: mantenha seus dados sempre em dia. A atualização do Cadastro Único é a porta de entrada para acessar não apenas o Bolsa Família, mas também outros programas e políticas públicas oferecidas pelo governo federal.