INSS adota reconhecimento facial para empréstimos consignados a partir de maio de 2026
Procedimento digital busca proteger aposentados e pensionistas
O órgão responsável pela previdência social vai exigir, a partir de 20 de maio, a confirmação da identidade por meio de biometria facial para a contratação de crédito consignado. A medida será implementada exclusivamente através do aplicativo Meu INSS, que passará a ser o canal único para autorizar essas operações.
Objetivo: impedir fraudes e descontos indevidos
Com a nova exigência, apenas o titular do benefício poderá validar a solicitação, reduzindo significativamente o risco de empréstimos feitos por terceiros sem autorização. O processo consiste em registrar a imagem do usuário no momento da requisição e compará‑la com os dados faciais já armazenados nos sistemas governamentais.
Integração com a Lei Geral de Proteção de Dados
A iniciativa está alinhada às diretrizes da LGPD e à Lei nº 15.327, que entrou em vigor no mesmo ano. Essa legislação elimina a possibilidade de contratação por procuração ou telefone, reforçando a privacidade e a segurança dos dados pessoais dos beneficiários.
Prazo e consequências para quem não cumprir
Após a solicitação do empréstimo, o interessado terá até cinco dias úteis para concluir a validação facial. Caso o prazo não seja respeitado, o contrato será automaticamente anulado, impedindo a liberação do crédito.
Impacto no orçamento dos aposentados
Embora a norma ainda não defina um limite máximo para o comprometimento da renda com consignados, o valor do salário mínimo, atualmente em R$ 1.621, continuará servindo como referência para monitorar a saúde financeira dos beneficiários.
Modernização dos serviços do INSS
Além de fortalecer a proteção contra abusos, a medida representa um passo importante na modernização dos processos previdenciários, trazendo mais agilidade e confiabilidade ao atendimento dos usuários.