Governo avalia liberação de até R$ 17 bilhões do FGTS para aliviar dívidas
Primeira frente: prioridade para trabalhadores de baixa renda
O Ministério do Trabalho analisa a destinação de entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a empregados que recebem salários menores. O objetivo é facilitar a quitação de débitos e devolver valores que permanecem retidos nas contas. Não há definição ainda sobre o limite máximo de renda para participar, mas a medida excluirá trabalhadores com remunerações próximas a R$ 20 mil.
Segunda frente: desbloqueio de recursos de quem aderiu ao saque‑aniversário
Outra parcela, estimada em cerca de R$ 7 bilhões, contempla aproximadamente 10 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque‑aniversário e tiveram parte do saldo do FGTS retida como garantia de empréstimos. Em muitos casos, a retenção supera o valor da dívida, como quando R$ 10 mil são bloqueados para cobrir um débito de R$ 6,4 mil, deixando o trabalhador sem acesso ao excedente.
A proposta prevê a liberação imediata desses valores excedentes, com depósito direto nas contas dos beneficiários. A medida abrangerá quem utilizou a antecipação do saque‑aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025 e será implementada por meio de Medida Provisória, sem restrição de renda para esse grupo.
Próximos passos
O governo deve anunciar a decisão nos próximos dias, permitindo que os recursos sejam liberados logo após a publicação oficial. A iniciativa busca reduzir a pressão financeira sobre milhões de brasileiros, oferecendo um alívio imediato às contas que enfrentam dificuldades para honrar compromissos.