Criciúma lança apoio de R$ 300 para ex‑beneficiários do Bolsa Família que entram no emprego formal

Objetivo é garantir estabilidade financeira nos primeiros meses de trabalho

O município de Criciúma (SC) passou a conceder um auxílio temporário de R$ 300 a famílias que deixaram o Bolsa Família e passaram a ter contrato de trabalho com carteira assinada. A medida busca evitar que a transição entre a assistência social e o salário cause rupturas no orçamento doméstico.

O benefício funciona como um “amortecedor” financeiro nos primeiros meses de emprego, ajudando a cobrir despesas como transporte, alimentação fora de casa e a adaptação da rotina familiar. O valor é pago apenas uma vez, após a comprovação da contratação formal.

Quem tem direito ao auxílio?

Para receber o apoio, o interessado deve estar inscrito no Cadastro Único, ter histórico de recebimento do Bolsa Família e apresentar comprovação de vínculo empregatício recente, com registro em carteira. Também é necessário manter os dados atualizados e atender a eventuais exigências municipais, como participação em programas de acompanhamento ou qualificação profissional.

Impactos esperados

Ao reduzir a vulnerabilidade financeira imediata, o auxílio de R$ 300 diminui a chance de endividamento precoce e ajuda a prevenir desistências de vagas por questões econômicas. O programa também estimula a formalização, pois diminui o receio de perder o apoio social ao aceitar um emprego.

Especialistas apontam que a iniciativa reforça a ideia de que assistência e trabalho não são opostos, mas complementares. Quando bem articulados, esses instrumentos podem gerar trajetórias mais estáveis e independentes para famílias em situação de risco.

Como solicitar

Os cidadãos que já recebem ou já receberam o Bolsa Família e que agora possuem emprego formal devem procurar o CRAS ou os canais oficiais da prefeitura. Lá, será possível confirmar a elegibilidade e iniciar o processo para receber o pagamento.

O apoio de Criciúma pode servir de modelo para outras cidades que desejam criar políticas de transição entre assistência social e mercado de trabalho, oferecendo um apoio concreto no momento mais crítico da mudança de renda.