38% dos Brasileiros Sentem Economia Pior em 2025, Revela Pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest entre 11 e 14 de dezembro de 2025 revela que 38% dos brasileiros percebem uma deterioração na economia em comparação ao ano anterior. O estudo entrevistou 2.004 participantes e destaca o aumento dos alimentos como um dos principais fatores para essa percepção negativa.

A pesquisa, divulgada em 16 de dezembro, mostra que 57% dos entrevistados perceberam um aumento nos preços dos alimentos em relação a novembro. Esse impacto afeta especialmente as famílias de baixa renda, que destinam a maior parte de seus ganhos a itens essenciais.

Persistência da Alta dos Preços dos Alimentos

O aumento constante nos preços dos alimentos tem sido uma preocupação entre os brasileiros. Grande parte das famílias sente dificuldades em equilibrar o orçamento, sendo notório entre aqueles de renda mais baixa. Mesmo 44% dos entrevistados mantendo otimismo quanto a uma possível melhora econômica nos próximos 12 meses, a realidade dos preços elevados permanece um obstáculo.

Expectativas Econômicas e Mercado de Trabalho

Além das percepções sobre a economia, o estudo também revelou que 48% dos entrevistados veem a busca por emprego como mais desafiadora. No entanto, 44% dos pesquisadores observaram uma melhora no mercado de trabalho comparado ao início do ano. Esse cenário aponta para um descompasso entre as melhorias estatísticas, como o crescimento do PIB, e as experiências cotidianas dos cidadãos.

Considerações Finais

A pesquisa Genial/Quaest oferece uma visão clara sobre como os brasileiros têm vivenciado as oscilações da economia em 2025. Apesar dos sinais positivos em indicadores amplos, como o Produto Interno Bruto e a taxa de desemprego, muitos ainda enfrentam dificuldades devido ao aumento dos alimentos e às complexidades do mercado de trabalho. O levantamento reforça a importância de compreender a percepção popular como um termômetro da economia nacional. As próximas pesquisas podem fornecer uma perspectiva sobre se as expectativas otimistas se concretizarão nos meses seguintes, enquanto o impacto dos altos preços dos alimentos permanece uma preocupação central até o momento.